Importar RIS, BibTeX e CSV: trazendo a busca manual para o mesmo funil
Nem toda fonte relevante tem API. Buscas diretas no Google Acadêmico, bibliotecas de teses institucionais, relatórios técnicos e a planilha que veio do orientador são material legítimo de uma revisão, e precisam entrar no mesmo funil das buscas automáticas para que o diagrama PRISMA feche.
Criando a base manual e mapeando as colunas
O primeiro passo é criar a base: um nome, como “Planilha do Orientador”, e o formato do arquivo. Em seguida vem o mapeamento, que indica qual coluna do seu arquivo corresponde a cada campo do sistema.
Título, ano e DOI são obrigatórios para salvar a configuração. Os demais campos são opcionais, mas cada um deles melhora a deduplicação mais adiante, na Consolidação. Antes de importar, um preview das primeiras linhas mostra o mapeamento já aplicado, que é o momento de conferir se cada coluna caiu no campo certo.
RIS e BibTeX entram diretos
Arquivos já padronizados dispensam o mapeamento. O Tykyra reconhece os campos de RIS e BibTeX automaticamente, o que faz desse o caminho mais curto para quem exporta a coleção do Zotero, do Mendeley ou do EndNote e quer apenas trazê-la para dentro da revisão.
Planilhas CSV e Excel exigem a associação manual, porque não seguem um padrão bibliográfico. É o custo de trabalhar com um arquivo montado à mão.
Associar a uma expressão, e escolher o período
A importação acontece em dois passos. No primeiro, você associa os documentos a uma ou mais expressões de busca do projeto e escolhe se eles pertencem a um ano específico ou ao período Geral. As duas opções são excludentes: para cobrir os dois casos, são duas importações.
No segundo passo entram os arquivos. O máximo por rodada depende do plano, e passar do limite trava o botão de importar, o que obriga a dividir em lotes menores.
O que o histórico registra
Concluído o processamento, os cards de resultado mostram quantos documentos entraram e quais deram erro. Se o arquivo tiver mais registros do que o espaço restante do projeto, o sistema importa apenas os que cabem.
Cada rodada fica no histórico de importações, com a expressão, o ano e a quantidade associada. Dá para excluir uma entrada específica ou, no plano Colaborador, limpar tudo de uma vez, sempre com confirmação antes. Esse registro é o que permite reconstruir depois de onde veio cada documento do corpus.
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